Não posso deixar de olhar o ponteiro do relógio marcando os minutos, os segundos, que estou longe de ti. Não aguento mais ver que tudo acabou, vejo em fotos que um dia eu tive uma razão para levantar e sorrir, não tenho mais nada apenas este relógio que nunca para, que segue em frente como você fez. Eu sou como as fotos em minhas mãos paradas no tempo sem prosseguir. Sou a fotografia deixada de lado, sou a imagem da dor.
Não nego que queria ser como você ou como esse relógio tolo que não para de apontar o tempo, mas não consigo quebra-lo ou muito menos me afastar do seu som, pois mesmo não querendo ele me conforta com seu som, e servirá para me lembrar de quando deixei-o de lado, pois não preciso de você para viver ou respirar, preciso de algo melhor de uma razão mais forte do que um tolo homem que um dia fez uma mulher que disse amar sofrer.
Não vou gritar nem muito menos me queixar do abandono, pois quando me levantar as lágrimas irão secar, o coração se reconstituirá pra que um dia volte a amar. Vou lutar por algo que quis um dia antes de você aparecer e me destruir, minha felicidade.


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